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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Conde Belamorte - Peça

Loura do Bonfim


Outra história muito popular, e com muitas versões. Vou colocar primeiro a minha preferida.

Era uma bela e misteriosa mulher, que frequentava bailes e festas e sempre encantava os presentes. Pegava um taxi de madrugada e o destino sempre era a região do cemitério do Bonfim. Ao chegar descia do taxi e desaparecia, deixando o taxista apavorado.

Alguns dizem que era uma noiva, que morreu no dia do seu casamento.

Outros dizem que seduzia os homens e pegava carona com eles até sua casa, e sempre esquecia um lenço no carro. Quando o rapaz, apaixonado, voltava à casa para devolver o lenço, acabava por descobrir que a moça tinha morrido havia vários anos.

Conta-se ainda que o dono de uma oficina nas redondezas do cemitério montou uma manequim numa base robotizada, e usava-a para apavorar os moradores da região.

Cafua da Papuda


Essa história é uma das mais interessantes na minha opinião.

No lugar onde hoje fica o Palácio da Liberdade existia uma Cafua, onde vivia uma velha mau humorada. Ela não queria se mudar, e quando foi desapropriada e carregada pra fora de casa, rogou uma praga: Todos os governantes que ali habitassem teriam uma morte súbita. Coincidência ou não foi o que aconteceu com Silviano Brandão, João Pinheiro, Raul Soares, Olegário Maciel, Juscelino Kubisheck e Tancredo Neves. Vale lembrar que hoje em dia a residência oficial se mudou do Palácio. Seria por medo da Maldição?

Conde Belamorte


Era um cavaleiro esguio, de queixo pontiagudo com cavanhaque, andava vestido com uma capa preta e os cabelos engomados para tras. Frequentava a vida boêmia de Belo Horizonte, sempre dizendo que tinha parte com o capeta. Era conhecido como a versão mineira do Drácula.

Capeta do Vilarinho


Um jovem rapaz, em um dos bailes da Avenida Vilarinho, chamou a atenção de todos por ser um ótimo dançarino. Durante a dança com uma bela moça, o rapaz deixou cair seu chapéu, e nesse momento pode-se ver os chifres em sua cabeça. Isso causou comoção geral, a moça desmaiou, e o capeta fugiu deixando para tras um forte cheiro de Enxofre. Em sua fuga acabou machucando um funcionário, que diz que sua ferida queimou por uma semana, e que alega ter identificado seus pés de bode e seu rabo vermelho.

Essa é uma das lendas mais populares de Belo Horizonte, junto com a Loura do Bonfim, por isso achei muito material sobre ele, incluindo um funk em sua homenagem. O famoso quadrinista Lacarmélio também conta sua história em uma de suas revistas.

reportagem de uma programa de TV, onde no final toca o funk do Capeta do Vilarinho:
http://www.dzai.com.br/feminina/video/playvideo?tv_vid_id=17245